Todos que trabalham com TI sabem que o tempo é um fator preponderante para o sucesso ou mesmo fracasso. O lançamento de um software não coloca um ponto final naquele projeto, pois existirão as famosas atualizações. É nisso que entra a integração contínua e muitos desejam saber do que se trata.

Entender um pouco mais sobre esse universo pode representar uma economia de tempo de recursos. Sem contar que o resultado final do projeto vai terminar sendo bem interessante, porque fez “mais com menos”. Dito tudo isso, é o momento de mostrar tudo sobre a integração contínua e as várias nuances.

 

Conceito de integração contínua

A integração contínua pode ser explicada como uma pratica que está inserida no desenvolvimento de softwares. Conhecido como DevOps, ou seja, os desenvolvedores fazem a junção das alternações de código. Tudo o que foi mencionado é feito com frequência e ainda em um famoso repositório central.

Em seguida, os testes e também as criações são feitas, a integração contínua vai se referir ao estagio de criação ou mesmo a integração de forma continua de um software. Além disso, ainda existirá um componente de automação, ou seja, um serviço de criação ou mesmo um CI, sem esquecer do componente cultural.

Um dos objetivos é conseguir interagir com a frequência, encontrar bugs e fazer a investigação de uma forma mais rápida. Dessa forma, irá permitir que o lançamento de atualizações desse software possa ser mais rápido. Melhorando assim a validação e conseguindo reduzir o tempo que é gasto para fazer tudo.

O que é?

A integração contínua é originada da metodologia ágil XP e sempre foi usada em várias outras metodologias. A grande sacada está no fato de o desenvolvedor conseguir fazer a integração do código alterado ou mesmo desenvolvido do projeto que é o principal, porém com muito mais agilidade.

Precisamente ao mesmo tempo em que as funcionalidades estão sendo desenvolvidas, ou seja, economiza muito tempo. Muitas vezes a integração contínua é realizada ao dia ao invés de ser feito em uma única vez.

O objetivo principal da utilização disso é conseguir verificar as mudanças feitas (alterações ou novas funcionalidades) não criaram alguns feitos. Por meio disso, a correção pode ficar mais fácil e a identificação também, ou seja, deixa tudo mais otimizado.

A prática da integração contínua pode ser realizada por meio de processos manuais ou mesmo automatizados. Algumas ferramentas como o Jenkins ou mesmo o Hudson, o mais interessante é que existe uma infinidade de possibilidades, ficando a escolha com a equipe que está trabalhando nisso tudo.

Martin Fowler tem um pensamento que é um pouco diferenciado e complicado de entender. Confira abaixo:

“A integração contínua é apenas uma prática de desenvolvimento de softwares que mexem com a equipe de trabalha. O time precisa integrar pelo menos diariamente, obviamente que poderá haver várias integrações. Cada tipo de integração será verificado por um build que será automático (até os testes) com o objetivo claro de detectar os erros de integração de forma rápida. A ideia é conseguir reduzir nos problemas de integração e vai permitir que a equipe consiga fazer o desenvolvimento de um software coeso de forma mais rápida”.

Conclui-se então que a integração contínua só funciona se existir trabalho em equipe. A criação de um centro de controle bem moderno para que todos possam trabalhar nele

 

Controle de versão e Integração continua

Uma das partes mais importantes no processo desenvolvimento rumo ao sucesso na integração contínua é que o controle de versão deve ser atualizado. O trabalho colaborativo é um dos objetivos, portanto, diversos desenvolvedores vão trabalhar em conjunto e compartilhar dados entre si.

O controle de versão será primordial para essas metodologias, como por exemplo: o XP. Uma vez que a equipe precisa trabalhar em conjunto, ou seja, a sinergia precisa ser atingida o mais rápido possível. Constantemente as peças precisam tentar lembrar que possuem um mesmo objetivo em comum.

O sistema de versão não conseguirá resolver todos os tipos de problemas, porém alguns podem ser resolvidos. É necessário conhecer quais são e na sequencia ficará mais fácil de entender melhor, veja abaixo:

  • O compartilhamento de informações fica mais simplificado, pois a ultima versão válida e ainda é possível descobrir que fez a alteração;
  • Previne o risco de os desenvolvedores terminarem por refazer o trabalho que já foi realizado por outra pessoa.

Para conseguir solucionar todos esses problemas, será de grande de valia conhecer algumas ferramentas de controle. Trata-se da versão centralizada e existirá apenas um caminho: indo até o site das mesmas. Para facilitar um pouco mais o entendimento, é essencial mostrar abaixo o que é, veja a seguir:

 

Para solucionar estes problemas, existe um conjunto de ferramentas para controle de versão centralizado, entre elas temos o CVS, Subversion, Git, entre outros. Estas ferramentas permitem aos desenvolvedores trabalharem em conjunto, possuindo um Servidor central responsável pelo versionamento do sistema e possibilitando que vários clientes possam acessar, visualizar, modificar e enviar novos códigos se for necessário.

Todas essas ferramentas conseguem um benefício que é muito importante: trabalho em conjunto. Todos podem acessar, modificar, visualizar e enviar novos códigos.

Benefícios

Mostrado todos os pontos interessantes sobre o assunto, é a hora de falar mais sobre os benefícios. O sistema integração contínua funciona melhor por meio de um sistema de controle de versão, portanto, é importante conhecer as vantagens. Confira abaixo:

  • A comparação de códigos é muito mais rápida;
  • A gestão de alteração fica mais simples de ser feita;
  • É possível restaurar facilmente as versões anteriores desse sistema.

Uma das formas da utilização do sistema de controle de versão é justamente gerenciando os códigos. Sem esquecer dos documentos, demais ferramentas e também os scripts de testes, ou seja, é algo completo.

Também é possível fazer a criação de uma linha alternativa para todo o desenvolvimento. O mesmo é conhecido como branches e auxilia bastante as funções pertinentes a essa criação.

Como funciona o controle de versão?

A integração contínua traz ótimos benefícios, porém o controle de versão “materializa” tudo isso. É importante mostrar de uma forma simplificada como que se dará esse processo, porque não é algo muito fácil. Veja abaixo:

  • O desenvolvedor fará o seu código, em seguida efetuará um build, tudo antes de fazer a integração desse código com a base principal;
  • Depois de efetuar o build, o próprio sistema deve ser integrado a base do sistema de controle de versão. Obviamente que tudo se dará por meio de uma sincronização, ou seja, é em tempo real.

Esse processo deve ser realizado a todo momento, pois o foco é evitar o acumulo de integração ao repositório. Lembre-se que a sincronização vai diminuir a chance de alguns erros virem a acontecer, ou seja, é algo essencial. Algumas pessoas acreditam que o trabalho só está pronto quanto tudo é sincronizado.

Grande parte se apega de ser necessário realizar um build na máquina de integração. Obviamente que tudo deve ser logo após os testes terem sido executados com o sucesso almejado. Tente lembrar-se desse detalhe e evite de depois perceber que a falta de sincronização permitiu existir alguns problemas.

Como é o processo de build na integração contínua?

O build deve ser feito constantemente, conforme mencionado anteriormente, com um objetivo que é claro: evitar o acumulo de testes e também códigos. A dica e sincronizar sempre que possível, pois será a melhor escolha para todos.

O grande problema é que apesar de ágil, será preciso criar testes automatizados que permitam essa analise de integração. Algumas pessoas indicam a utilização do: frameworks XUnits, por exemplo: Junit para o Java e PHPUnit para PHP.

A grande vantagem que a falta de sincronização e também o repositório de controle de versão, dependendo do caso, será possível usar plug-ins diretamente nas ferramentas IDE’s como o Eclipse. A ideia é facilitar o trabalho de desenvolvedor, fornecendo essas alternativas que auxiliam e muito.

Uma vez fazendo a utilização de teste e também do controle de versão centralizado, será preciso uma boa integração e também a automatização dos builds. O processo de build, portanto, complicar e preparar o executável, e a sua automatização deve ser vista como algo que é comum e todos podem fazer.

Não fazer a otimização dos builds pode vir a ser algo bem perigoso, porque trata-se de um erro que pode custar caro. Já que diversos problemas vão ocorrer, especialmente se o processo for feito de forma manual. Afinal cada desenvolvedor faz de uma forma diferente e na integração ficará complicado.

Outra dica que é importante, segundo Fowler, é que esses builds precisam ser auto testáveis. Durante o processo, é necessário que os testes automáticos sejam feitos, pois o foco é melhorar a detecção de erros. Já que esse será o objetivo, ou seja, é preciso seguir tudo o que foi mencionado para dar certo.

E depois de todo esse processo? Como se dará a integração contínua?

Uma vez o controle de versão atualizado feito com sucesso, será possível ter vários aliados nessa hora. Trata-se de algumas coisas e nada melhor do que conferir abaixo:

  • Builds automatizados;
  • Integração;
  • Testes automatizados.

A integração contínua nada mais é do que uma comunicação, portanto, é necessário que tudo esteja pronto. Não vai adianta nada não padronizar, porque depois os problemas vão aparecer e será preciso tempo. Além disso, o dinheiro gasto nas correções pode vir a ser grande, ou seja, é melhor evitar tudo isso.

É preciso mostrar que um pré-requisito principal para um desenvolver conseguir fazer o lançamento das suas alterações na versão principal, é saber executar corretamente o código. Obviamente que também irá incluir passar por todos os testes que build executou, ou seja, é importante prestar atenção nisso.

Lembre-se que qualquer ciclo de lançamento de código irá exigir que o desenvolver atualize a cópia de trabalho. A ideia é conseguir coincidir com a versão principal, ou seja, irá resolver qualquer tipo de conflito. Por fim, o build será gerado na sua máquina local, portanto, o processo chegará ao seu final.

Se o local conseguir passar, então o mesmo estará liberado para fazer o lançamento na versão principal. A integração contínua vai permitir a resolução dos conflitos da versão quase que instantaneamente. O grande segredo é conseguir resolver os conflitos de forma rápida e sempre continuada.

Quais os benefícios principais?

A integração contínua trará benefícios que vão beneficiar a todas as partes envolvidas. Especialmente os desenvolvedores que terão menos trabalho e também a empresa que sairá ganhando. Afim de facilitar um pouco mais o entendimento, veja todos esses benefícios:

  • A integração contínua auxiliará a equipe a conseguir produzir mais, pois irá liberar os desenvolvedores de tarefas mais manuais. Também irá encorajar os comportamentos que possam reduzir o número de erros, sem esquecer dos bugs que forem implantados para os clientes;
  • Por meio dos testes serem mais frequentes ficará mais fácil de descobrir e analisar os bugs mais cedo. O problema não vai crescer, portanto, resolvendo no início é melhor, pois nenhuma das partes terminará perdendo;
  • As atualizações podem ser distribuídas para a sua clientela em menos tempo e em uma frequência maior. A integração contínua auxilia na questão tempo e todos sabem que isso é uma grande vantagem para todos.

Analisando essas três vantagens fica simples de compreender, porque esse assunto tem crescido tanto. Não é preciso ir muito longe para compreender que essa vantagem vai permitir que os que usarem a integração contínua sejam muito mais eficientes.

Por que é necessário usar a integração contínua?

As ferramentas automatizadas trazem muitas vantagens, conforme mostrado nesse texto. Todo o funcionamento da integração contínua é em cima do trabalho em equipe, portanto, na diminuição dos erros.

Uma vez conseguido isso, a redução de riscos com esse sistema é continua e muito rápida. Os erros conseguem ser detectados rapidamente e na sequência é o momento mais adequado para corrigi-los.

Os bugs quando estiverem nesse formado, não vão acumular-se, portanto, não geram problema no sistema. Ao invés de demorar dias para ser detectado, será em minutos ou até mesmo horas, deixando tudo mais rápido. A integração contínua pode ser explicada com aquela ditado: “o mal é cortado pela raiz”